As 10 Melhores Ações para Investir em Junho de 2026 [Atualizado]
Desde que comecei o blog. Tenho feito essas edições de melhores ações para investir. Uma coletânea dos top 10 investimentos mais avaliados para o mês.
Neste mês de Junho, eu pretendo sigo aprimorando. Já que alguns parentes nasceram nesse mês. Seja como for, eis a famosa edição das melhores ações para Junho de 2026:

Índice
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Top 10 Ações para Maio de 2026
Ativos subvalorizados
1 – ISAE4 – Isa Energia

Nós escrevemos sobre a empresa aqui, aqui e aqui. E, em mais um bocado de artigos avaliando a empresa. Ainda assim. Em época de eleição, toda cautela é bem-vinda. Desde agosto de 2025, a empresa fez uma arrancada que só foi freiar agora. Talvez esse seja um momento. Ou, o momento… Meu foco aqui está nos fundamentos sólidos da empresa. Esse é um grande diferencial da empresa.
✅ 3 Pontos Fortes (Por que investir?)
Previsibilidade de Receita: O setor de transmissão é o “filé mignon” da energia. Diferente das geradoras (que dependem de chuva) ou distribuidoras (que dependem do consumo e combatem furtos), a ISA Cteep recebe pela disponibilidade das linhas. Se a energia passou por lá, o dinheiro cai na conta.
Dividendos Robustos: Historicamente, a empresa é uma “vaca leiteira”. Ela possui uma política de distribuição de no mínimo 25% do lucro líquido, mas frequentemente paga muito acima disso, sendo um pilar para carteiras de renda passiva.
Eficiência Operacional: A empresa possui margens EBITDA elevadíssimas (frequentemente acima de 80%). Além disso, tem tido sucesso em arrematar novos lotes em leilões de transmissão, garantindo o crescimento da sua base de ativos (RAP) para as próximas décadas.
❌ 3 Pontos Fracos (Quais os riscos?)
Risco Regulatório e Revisões Tarifárias: De tempos em tempos, a ANEEL revisa o quanto a empresa pode cobrar (RBSE). Se o regulador decidir por uma remuneração menor ou houver atrasos em pagamentos de indenizações históricas, o fluxo de caixa pode ser afetado.
Ciclo de Investimentos (Capex) Elevado: Como a empresa ganhou muitos leilões recentemente, ela precisa gastar muito para construir essas linhas. No curto prazo, isso pode aumentar o endividamento e reduzir o volume de dividendos extras, já que o dinheiro está sendo usado para obras.
Vencimento de Concessões: Algumas concessões importantes da empresa (Contrato 059) têm prazos de vencimento no horizonte. Embora a renovação seja provável ou novas receitas entrem no lugar, isso gera uma incerteza que pode pressionar o preço das ações.
2 – RECV3 – Petroreconcavo SA

Depois de algum tempo, uma empresa que citamos aqui. Está de volta a lista. O principal motivo é que com esse cenário de guerra, bloqueio do estreito de Ormuz e preço do petróleo disparando. Essa empresa que tem como foco a refinaria e extração de petróleo se prejudica. Eu vou explicar lá no nosso sub, do reddit uma tese sobre isso. Já segue lá e vamos aos detalhes aqui:

✅ 3 Pontos Fortes (Vantagens competitivas)
1.Baixo Custo e Baixo Risco (Onshore): Operar em terra firme é muito mais barato e seguro do que no meio do oceano. O CAPEX (investimento em capital) é menor, e os riscos de desastres ambientais caríssimos são reduzidos. Isso torna a operação da RECV3 muito mais previsível e resiliente a crises.
2.Forte Geração de Caixa e Dividendos: Como os campos são maduros e o custo de extração é baixo, a empresa é uma verdadeira “vaca leiteira”. Ela gera muito caixa livre e, ao contrário de outras Junior Oils que reinvestem tudo para crescer, a RECV3 tem um perfil muito mais amigável para quem busca dividendos constantes na B3.
3.Exposição Estratégica ao Gás Natural: A RECV3 é uma das maiores produtoras independentes de gás natural do Brasil. Com a abertura do mercado de gás e a nova infraestrutura, ela consegue vender o gás diretamente para indústrias e distribuidoras, fugindo um pouco da volatilidade pura do barril de petróleo Brent.
❌ 3 Pontos Fracos (Riscos e desafios)
1.Dependência de Infraestrutura de Terceiros: Esse é o “calcanhar de Aquiles”. Para escoar o óleo e o gás, a RECV3 depende das tubulações e terminais da Petrobras ou da TAG. Se houver uma greve, manutenção não programada ou disputa de tarifas nesses ativos, a produção da RECV3 fica literalmente “travada” no campo.
2.Declínio Natural de Campos Maduros: A empresa trabalha revitalizando poços antigos. O problema é que esses poços têm um limite físico; eles produzem cada vez menos com o passar dos anos. Para manter a produção subindo, a RECV3 é obrigada a estar sempre comprando novos ativos (M&A), o que pode sair caro ou não haver ativos bons disponíveis no mercado.
3.Menor Potencial de “Explosão” que as Pares: Se você busca uma ação que vai dobrar de preço em 6 meses (como a PRIO já fez no passado), a RECV3 pode te frustrar. Por ser uma operação mais estável e em terra, o mercado tende a precificá-la de forma mais comportada. É um investimento de “valor” e renda, não necessariamente de “hipercrescimento”.
3 – VIVA3 – Vivara

Se você deixou para se casar esse ano, já te aviso. Ficou mais caro! É só olhar na sensacional corrida de alta que o ouro teve nos últimos meses e ficar chocado. Com 82% de alta nos últimos 12 meses, a empresa além de sólida. Ganhou momento absoluto. Entretanto, em 2026 o desempenho apresenta leve correção. Com tanta guerra por aí, duvido que ela fique assim.
✅ 3 Pontos Fortes (O brilho da tese)
1.Dominância e Escala (Market Share): A Vivara é muito maior que sua próxima concorrente direta. Isso dá a ela um poder de negociação enorme com shoppings e fornecedores. Além disso, ela verticalizou a produção (tem fábrica própria), o que garante margens que a maioria das varejistas inveja.
2.Aposta Acertada na Life by Vivara: A marca “Life” (focada em prata e colecionáveis) é uma máquina de fazer dinheiro. Ela atrai um público mais jovem e permite uma recorrência de compra muito maior do que as joias de ouro, criando uma “porta de entrada” para o ecossistema da marca.
3.Resiliência ao Ciclo Econômico: Quem compra joias de R$ 5 mil ou R$ 10 mil sente menos o peso da conta de luz ou do preço da gasolina. Isso torna os resultados da VIVA3 muito mais estáveis do que os de uma Magalu ou Casas Bahia em tempos de crise.
❌ 3 Pontos Fracos (As manchas no diamante)
1.Risco de Execução na Gestão: Recentemente, a empresa passou por ruídos de governança (mudanças na diretoria e no conselho que assustaram o mercado). O investidor de VIVA3 precisa monitorar se a família fundadora e os novos executivos estão “na mesma página” para não atrapalhar o crescimento.
2.Custo do Ouro e Prata: A matéria-prima da Vivara são commodities. Se o preço do ouro no mercado internacional dispara ou o dólar sobe muito, o custo de produção sobe imediatamente. Nem sempre é fácil repassar 100% desse aumento para o preço final sem espantar o cliente.
3.Saturação em Shoppings de Elite: A Vivara já está em quase todos os melhores shoppings do Brasil. Para continuar crescendo a dois dígitos, ela precisa abrir lojas de rua (que têm riscos diferentes) ou expandir agressivamente a marca Life e quiosques, o que pode diluir um pouco a “exclusividade” da marca principal.
4 – RENT3 – Localiza

Meu padrinho trabalha lá e toda vez que conversamos. É a mesma coisa! O trabalho lá não para e só aumenta. Falar o que da Localiza? Bem gerida, dá lucro e é sólida? Novidade hein… Minha tese é de que a empresa surfa o momentum também.
✅ 3 Pontos Fortes (O motor do crescimento)
1.Escala e Poder de Compra: Sendo a maior compradora de carros do Brasil, a Localiza consegue descontos com as montadoras que nenhuma outra locadora alcança. Isso cria uma vantagem competitiva brutal: ela compra mais barato e vende seus seminovos com margens melhores que a concorrência.
2.Eficiência Operacional e Digital: A empresa é referência em tecnologia. Com serviços como o Localiza Fast (locação 100% digital), ela reduz custos de balcão e filas, melhorando a experiência do cliente e economizando dezenas de milhões de reais por ano em eficiência.
3.Beneficiária Direta da Queda de Juros: A Localiza é uma empresa de capital intensivo (precisa de muita dívida para comprar carros). Com o ciclo de queda da SELIC em 2025/2026, seu custo de dívida cai drasticamente, o que “destrava” o lucro líquido e impulsiona o valor das ações.
❌ 3 Pontos Fracos (Os obstáculos na estrada)
1.Exposição à Depreciação de Veículos: O grande “vilão” do balanço da Localiza é a depreciação. Se o preço do carro usado cai (como aconteceu com a entrada agressiva das montadoras chinesas no Brasil), a empresa precisa ajustar o valor da sua frota no balanço, o que pode gerar prejuízos contábeis pesados.
2.Alavancagem Elevada: Embora controlada, a dívida da companhia é alta. Em cenários de juros altos persistentes ou crises de crédito, o resultado financeiro “come” boa parte do lucro operacional, tornando a tese de investimento mais arriscada.
3.Risco de Concentração (Seminovos): A Localiza não é apenas uma locadora; ela é uma das maiores vendedoras de carros usados do país. Se o mercado de seminovos esfriar por falta de crédito para o consumidor final, o “giro” da frota trava, aumentando a idade média dos carros e os custos de manutenção.
5 – BBDC3 – Banco Bradesco

O nosso querido Bradescão está moderno e o vovô agora figura entre as melhores performances do IBOV em 2026. Alta de 17% no ano e acumulando incríveis 77% nos últimos 12 meses. Vale a pena jogar um dinheiro aqui? Tire suas conclusões:
✅ 3 Pontos Fortes (A força do gigante)
1.Capilaridade e Base de Clientes: O Bradesco tem uma das maiores redes de agências e pontos de atendimento do Brasil. Isso dá a ele um custo de captação de recursos (funding) muito baixo, já que milhões de brasileiros deixam dinheiro em conta corrente ou poupança no banco.
2.Seguros (O Porto Seguro do lucro): O Grupo Bradesco Seguros é uma “máquina de imprimir dinheiro”. Mesmo quando a parte bancária sofre com calotes, a operação de seguros, previdência e capitalização costuma segurar o resultado e garantir dividendos mínimos aos acionistas.
3.Valuation Atrativo: Comparado ao seu maior rival (Itaú), o Bradesco tem negociado com múltiplos (como P/VP — Preço sobre Valor Patrimonial) historicamente baixos. Para o investidor de valor, isso representa uma oportunidade de comprar um bancão “com desconto” esperando a volta da rentabilidade histórica (ROE).
❌ 3 Pontos Fracos (Os calos no pé)
1.Inadimplência no Varejo: O Bradesco é historicamente mais exposto às classes C, D e E e a pequenas empresas. Em ciclos econômicos de juros ainda restritivos, esse público sofre mais para pagar as contas, o que força o banco a aumentar as provisões (PDD), “comendo” o lucro líquido.
2.Dificuldade de Digitalização: Embora tenha o banco digital Next e a Digio, o Bradesco ainda carrega uma estrutura física pesada e cara. O desafio de migrar clientes tradicionais para o digital sem perder o toque humano (e sem gastar bilhões em agências vazias) é uma luta constante contra os neobanks (Nubank, Inter).
3.Eficiência Operacional (Índice de Eficiência): O banco tem tido dificuldade em manter seus custos sob controle na mesma velocidade que a receita cresce. A reestruturação anunciada pela nova gestão visa cortar gastos, mas mudar a cultura de um transatlântico como o Bradesco leva tempo e gera fricção.
6 – B3SA3 – B3 Brasil Bolsa Balcão

Reinando sozinha como bolsa de valores nas terrinhas. A nossa querida B3 subiu impressionantes 33% somente no ano de 2026. Acumulando uma alta de 72% nos últimos 12 meses. Esse é mais um caso para quem gosta de negociar momentum. A empresa é excelente em termos fundamentalistas e olhando para a análise técnica. Está um docinho…
✅ 3 Pontos Fortes (A “Dona da Bola”)
1.Monopólio Prático e Barreiras de Entrada: Montar uma bolsa de valores exige uma infraestrutura tecnológica e regulatória colossal. Embora se fale há anos em uma “nova bolsa” concorrente, a B3 continua reinando soberana, o que lhe confere um poder de precificação e margens absurdamente altas (Margem EBITDA frequentemente acima de 70%).
2.Modelo de Negócio Diversificado: A B3 não ganha dinheiro só com ações. Ela lucra com o registro de financiamento de veículos, derivativos, balcão, juros e dados. Isso significa que, mesmo quando a bolsa cai e ninguém quer comprar ação, ela continua faturando com a custódia e com outros serviços de renda fixa.
3.Geração de Caixa e Dividendos: Como a B3 já tem a infraestrutura pronta, ela não precisa de investimentos bilionários em fábricas ou estoques. O resultado é um fluxo de caixa livre muito robusto, que permite a distribuição de dividendos e recompras de ações de forma agressiva e constante.
❌ 3 Pontos Fracos (Os riscos do castelo)
1.Dependência do Volume de Negociação (ADTV): Embora diversificada, o “coração” da B3 ainda bate no ritmo do volume negociado. Se o investidor estrangeiro foge do Brasil ou se as taxas de juros sobem demais e as pessoas voltam para a poupança/CDB, o volume de negociações cai e o lucro da B3 sofre diretamente.
2.Ameaça de Concorrência Real: Em 2025/2026, a entrada de novas plataformas de negociação (como a proposta da Mubadala/ATS) começou a ganhar tração. Mesmo que a concorrência não derrube a B3, ela pode forçar a empresa a baixar suas taxas e emolumentos, o que comprimiria as margens de lucro que hoje são “gordas”.
3.Risco Regulatório e Político: Por ser um monopólio de fato, a B3 está sempre sob a lupa do CADE e da CVM. Qualquer mudança nas regras de custódia ou uma canetada que limite as taxas cobradas pela bolsa pode impactar o valor da companhia da noite para o dia.
7 – BBAR – BBVA Argentina

BBAR, é uma empresa subvalorizada que encontrei usando os filtros na NYSE. A empresa está passando por um momento ruim junto com o país da Argentina, que anda em recuperação. Isso explica seu desempenho negativo no ano de 2026 até agora.
✅ 3 Pontos Fortes (O potencial de “explosão”)
1.Alavancagem com a Recuperação Econômica: Se a economia argentina se estabilizar (menos inflação e volta do crédito), os bancos são os primeiros a disparar. O BBAR é um dos veículos favoritos dos investidores estrangeiros para apostar nessa virada por ser um ADR (recibo de ação) negociado em dólar em NY.
2.Eficiência e Marca Global: Por fazer parte do grupo espanhol BBVA, o banco tem acesso a tecnologia, processos e padrões de governança globais que muitos concorrentes locais não têm. Isso ajuda na contenção de custos em um ambiente de inflação bizarra.
3.Balanço “Limpo” (Relativamente): Historicamente, o BBVA Argentina tem sido mais conservador que seus pares locais (como o Galicia – GGAL). Isso significa que, em caso de crise sistêmica, ele costuma ter uma estrutura de capital um pouco mais resiliente.
❌ 3 Pontos Fracos (Os riscos extremos)
1.Risco País e Cambial: Você está investindo em uma empresa que ganha em Pesos Argentinos, mas a sua ação na NYSE é em Dólares. Se o Peso desvaloriza 20% em um dia, sua ação pode derreter mesmo que o banco esteja indo bem. É um investimento “carimbado” pelo risco de câmbio.
2.Inflação e Juros Reais: Operar um banco com inflação de três dígitos é um pesadelo contábil. O lucro que parece gigante no papel muitas vezes é corroído pelo valor real da moeda. Além disso, o governo argentino frequentemente muda as regras sobre quanto os bancos podem cobrar ou devem pagar em depósitos.
3.Exposição a Títulos Públicos: Na Argentina, os bancos são grandes detentores de dívida do governo. Se o governo decidir por um “reperfilamento” (calote ou adiamento) da dívida interna, o balanço do BBAR sofre um golpe direto. É o famoso risco de “mão única” entre banco e estado.
8 – CNX – CNX Resources Corp

O adm fica todo babão quando vê uma empresa de petróleo com bons números e dando sopa. Esse é o caso da CNX. A empresa entra na lista por ter bons fundamentos e por estar performando no ano. O que é curioso e engraçado ao mesmo tempo. A parte razoável é que cada pedacinho custa $41 doletas.
✅ 3 Pontos Fortes (A força do gás natural)
1.Vantagem de Custo (Low-Cost Producer): A CNX tem um dos menores custos de extração do setor. Como ela é dona de grande parte da infraestrutura (gasodutos e processamento) através da sua participação na MPLX ou parcerias, ela não gasta tanto pagando “pedágio” para terceiros, o que protege o lucro mesmo quando o preço do gás cai.
2.Foco em Gás Natural “Sustentável”: A empresa tem liderado projetos de captura de metano em minas de carvão abandonadas. Isso não só gera créditos de carbono, como posiciona a CNX como uma peça-chave na transição energética, já que o gás natural é visto como o “combustível ponte” para substituir o carvão.
3.Geração de Fluxo de Caixa Livre (FCF): A gestão da CNX é famosa por ser disciplinada. Em vez de furar poços loucamente para crescer a qualquer custo, eles focam em gerar caixa para recomprar ações de forma agressiva. Se você acredita que o número de ações em circulação deve diminuir para aumentar o valor de quem fica, a CNX é o exemplo de livro.
❌ 3 Pontos Fracos (Os riscos do “shale”)
1.Volatilidade do Preço das Commodities: O lucro da CNX está diretamente ligado ao preço do gás natural (Henry Hub). Se o inverno no Hemisfério Norte for ameno ou se houver excesso de oferta global, o preço do gás desaba e a ação vai junto, independentemente da qualidade da gestão.
2.Risco Regulatório e Ambiental: O setor de fracking (fraturamento hidráulico) está sempre sob pressão de governos democratas ou agências ambientais nos EUA. Novas leis de emissão de metano ou restrições de perfuração em terras federais podem aumentar os custos operacionais drasticamente.
3.Concentração Geográfica: Diferente de uma ExxonMobil que está no mundo todo, a CNX está “presa” na Bacia dos Apalaches. Se houver um problema logístico na região ou uma greve nos gasodutos locais, 100% da receita da empresa pode ser afetada de uma vez só.
9 – Cyrela Brazil Realty SA Emprdts e Prtpcs

Fundada em 1962 por Elie Horn, a empresa é conhecida por sua forte capacidade de execução, solidez financeira em um setor cíclico (intensivo em capital) e por manter um histórico consistente de distribuição de dividendos em momentos de ciclo de alta do mercado imobiliário.
A empresa é um canhão, que no momento recuou bastante sua cotação. Ainda assim, há valor intrínseco. O grupo não se limita ao luxo. A Cyrela atinge os mercados de médio e baixo padrão (incluindo programas habitacionais) através de joint ventures e marcas subsidiárias fortes, como Living, Vivaz, Cury, Plano&Plano e Lavvi.
✅ 3 Pontos Fortes (Por que investir?)
1.Resiliência e Solidez Financeira: A Cyrela possui um dos balanços mais robustos do setor de construção civil brasileiro. A empresa tem um histórico de manter uma forte posição de caixa e baixo nível de alavancagem, o que permite que ela atravesse períodos macroeconômicos difíceis e ciclos de juros altos com muito mais tranquilidade do que suas concorrentes.etileno, polipropileno e PVC) no Brasil.
2.Estratégia de Diversificação Inteligente (Multimarca): Ao criar e investir em joint ventures e subsidiárias (como Cury, Plano&Plano, Lavvi e Vivaz), a empresa pulverizou seu risco. Se o mercado de alto padrão esfria, as operações voltadas para a baixa renda (frequentemente impulsionadas por programas governamentais de habitação) ajudam a equilibrar a geração de receita e sustentar os resultados do grupo.
3.Histórico de Execução e Landbank (Banco de Terrenos): A gestão tem um “track record” de excelência em entregar o que promete. Além disso, a empresa possui um banco de terrenos muito bem localizado e de alta qualidade (especialmente em regiões nobres de São Paulo), o que garante o potencial de lançamentos com boas margens (VGV – Valor Geral de Vendas) para os próximos anos.
❌ 3 Pontos Fracos (Os riscos da tese)
1.Alta Sensibilidade à Taxa de Juros (Selic): Como qualquer incorporadora, o negócio da Cyrela é extremamente dependente das condições de crédito. Quando a Selic está em patamares elevados, o financiamento imobiliário fica mais caro para o consumidor final, o que pode desacelerar o ritmo de vendas e aumentar o volume de distratos (cancelamentos de contratos), pressionando as margens do negócio.res.
2.Concentração Geográfica: Embora seja uma gigante nacional, a maior parte do VGV e da operação da Cyrela está muito concentrada no mercado de São Paulo (e, em menor grau, no Rio de Janeiro). Essa forte dependência torna a empresa vulnerável a choques econômicos regionais ou a mudanças em regulamentações locais, como alterações no Plano Diretor da cidade de São Paulo.
3.Pressão de Custos e Inflação da Construção (INCC): O setor sofre diretamente com a oscilação dos preços de matérias-primas (como aço e cimento) e mão de obra. Em cenários de inflação de custos em alta, a empresa pode ter dificuldade de repassar integralmente esse aumento para o preço final dos imóveis de médio e alto padrão, o que acaba espremendo a margem bruta dos projetos.
10 – Usinas Siderurgicas de Mins Grs SA USMNS

Trata-se de uma indústria pesada que opera em “ciclos”. O faturamento e as margens da Usiminas são fortemente dependentes do crescimento do PIB industrial (especialmente o volume de produção de veículos no Brasil), do preço do aço no mercado internacional, da cotação do minério de ferro e da variação do dólar.
A Usiminas é líder absoluta no mercado brasileiro de aços planos, aquele tipo de chapa de aço fundamental para a fabricação de automóveis, eletrodomésticos da “linha branca” (geladeiras, fogões), maquinário agrícola, setor naval e construção civil.
Nossa equipe acredita muito no potencial de valorização da empresa. Você pode ler a análise completa dela aqui.
✅ 3 Pontos Fortes (Por que investir?)
1.Liderança em Aços Planos e Barreiras de Entrada: A Usiminas domina o mercado nacional de aços planos, essenciais para a indústria automotiva e de linha branca (eletrodomésticos). O aço fornecido para montadoras exige alto grau de tecnologia e um longo processo de homologação. Isso cria uma forte barreira de entrada (um “fosso” competitivo),
2.Operação Integrada (Proteção na Cadeia): A empresa não apenas produz o aço, mas também extrai sua matéria-prima. Através da Mineração Usiminas (MUSA), a companhia consegue suprir boa parte da sua própria necessidade de minério de ferro. Essa integração funciona como um hedge (proteção) natural: quando o preço do minério dispara no mercado internacional, a pressão sobre os custos da siderúrgica é amortecida pela receita da sua própria mineradora.
3.Foco em Produtos de Maior Valor Agregado: Diferente do aço longo (como vergalhões usados na construção civil, que são quase uma commodity pura), o portfólio da Usiminas permite cobrar um “prêmio” de qualidade. A capacidade de produzir aços especiais e customizados sustenta margens melhores quando a demanda industrial está aquecida.resas verdes.
❌ 3 Pontos Fracos (Os riscos da tese)
1.Ameaça Constante do Aço Importado (China): Este é talvez o maior calcanhar de Aquiles do setor siderúrgico nacional. A Usiminas sofre forte concorrência do aço barato vindo do exterior, principalmente da China. Quando há excesso de produção global, os produtos importados chegam ao Brasil com preços muito agressivos, forçando a Usiminas a reduzir suas próprias margens (conceder descontos) para não perder fatia de mercado (o chamado market share).ue drena energia e recursos da holding.
2.Altíssima Sensibilidade ao PIB Industrial: O balanço da empresa é um reflexo direto do humor da economia. Se as vendas de carros e geladeiras caem por causa de juros altos ou inflação, a demanda pelo aço da Usiminas despenca imediatamente. É uma tese de investimento que exige “estômago” para aguentar vales profundos de receita durante crises econômicas.
3.Negócio Intensivo em Capital (Capex Elevado): Manter uma usina siderúrgica funcionando custa caríssimo. Os equipamentos sofrem desgaste extremo e exigem manutenções preventivas e reformas gigantescas. Um exemplo clássico é a reforma de um Alto-Forno, que pode consumir bilhões de reais de uma só vez, drenando o fluxo de caixa livre da empresa e impactando a distribuição de dividendos no curto prazo.
Concluindo
Jovens e moças de todo o país. Depois dessa maratona, é hora de sentar a bunda na cadeira e começar a tirar as próprias conclusões. Essas são só algumas ideias de investimentos que compartilhamos. O Adm e seus coleguinhas nerds já sabem quais cavalos escolher. Alinhe sempre sua expectativa, dinheiro e risco antes de tomar qualquer decisão com seu dinheiro.
Siga em frente, continue melhorando a si e focando em investir uma parte para o futuro. Até a próxima edição.
FAQ
Quais são as melhores ações para investir em março?
As melhores ações para se investir em março de 2026 dependem muito do objetivo e do apetite de risco de cada investidor. Nesse artigo listamos algumas ideias que o investidor deve analisar com cautela.
Quais são as 7 magnificas?
São as principais empresas do setor de tecnologia: Apple, Microsoft, Google, Amazon, Nvidia, Meta e Tesla.
Quais são as 4 melhores ações para investir?
A recomendação de bancos e analistas é para sempre investir em ativos seguros que possam ter rentabilidade no longo prazo tais como: Petrobras, Banco do Brasil, Vale e Itaú.
Quais ações tendem a subir?
No longo prazo (5 anos ou mais), as ações que estão momentaneamente desvalorizadas tendem a apresentar retornos expressivos.
Disclaimer
Nada do que eu escrever aqui é recomendação de investimentos ou chamada para compra e venda. Tire suas próprias conclusões e veja o que é melhor para você. Resultados passados não são garantia de resultados futuros. Cuide do seu dinheiro, pois ninguém o fará por você.

Comecei a investir em 2014, minhas primeira ações foram da ABEV3 (R$50). Já trabalhei com forex, futuros, cripto e derivativos. Aqui, compartilho ideias de forma descontraída.